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Em: 29/01/2022

A Previ, entidade fechada de previdência de funcionários do Banco do Brasil, passou a utilizar, desde a semana passada, energia elétrica produzida por uma usina fotovoltaica instalada em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. Um passo definitivo em direção ao futuro.

A ideia surgiu do Inova Previ, programa de inovação da entidade, pelo funcionário Flávio Azevedo da Mota. Depois de analisar opções, a Previ decidiu alugar uma usina, produzida e administrada pela Sices Brasil. Entre as inúmeras vantagens, estão o baixo custo operacional e, especialmente, uma fonte de energia alternativa.

Sustentabilidade

Com o uso da energia limpa, a entidade contribuirá para a redução de emissões de gases do efeito estufa, uma vez que a matriz energética é gerada a partir da luz solar. A usina fotovoltaica tem a capacidade de produzir 1,6 MWh/ano de energia limpa e 100% renovável. Isso é suficiente para suprir todo o consumo da sede da entidade. A expectativa é deixar de emitir até 1,7 tonelada de CO².

Depois de 15 anos de produção de energia obtida por meio da luz solar, a Previ terá economizado em torno de R$ 4,8 milhões, levando em conta o consumo e custos de 2021.

Assim, a Previ se mantém alinhada às boas práticas ambientais, sociais e de governança (ASG), contribuindo para uma sociedade mais sustentável e com a redução, também, do aquecimento global.

É o caminho natural a ser seguido. No Congresso Nacional, foi aprovado, e já virou lei (Lei 14.300/22) o Marco Legal da Mini e Micro Geração Distribuída MMGD (principalmente Energia Solar/Fotovoltaica), que beneficia milhões de famílias, que diminuirão, ao longo do tempo, suas despesas com energia elétrica, além dos benefícios ao produtor rural e setores da indústria, comércio e serviços. Os custos serão reduzidos em um momento difícil, de recuperação econômica.

O deputado federal Christino Áureo, membro titular da Comissão de Minas e Energia da Câmara dos Deputados e presidente da Frente Parlamentar para o Desenvolvimento Sustentável do Petróleo e Energias Renováveis (FREPER), enfatizou a importância de que entidades como a PREVI e outras representativas de setores produtivos possam assumir seus papéis nessa importante empreitada da humanidade que é a transição energética. Autor do PL 327/21, que propõe a Política Nacional da Transição Energética (PONTE), ele destacou esses aspectos.

– Fico muito realizado quando vejo que a busca por sustentabilidade sai do discurso e vai para a prática cotidiana das empresas e entidades. Ser verdadeiramente ambientalista consiste em tomar atitudes e decisões na direção de uma futuro de proteção da vida sobre a terra. Parabéns à PREVI por essa brilhante iniciativa – destaca Christino Áureo.